
Um dia, quando a ternura for a única
regra da manhã,
acordarei entre os teus braços,
a tua pele será talvez demasiado bela.
E a luz compreenderá a impossível
compreensão do amor.
Um dia, quando a chuva secar
na memória,
quando o inverno for tão distante,
quando o frio responder devagar
com a voz arrastada de uma velha,
estarei contigo e cantarão pássaros
no parapeito da nossa janela,
sim, cantarão pássaros,
haverá flores,
mas nada disso será culpa minha,
porque eu acordarei nos teus braços e não direi
nem o princípio de uma palavra,
para não estragar a perfeição
da felicidade.
São assim meus dias quando ao teu lado estou...
plenos de felicidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário